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» A Terra Virgem Editora lançou o livro ENTRETRÓPICOS

Livro comemora os 15 anos da travessia entre Miami a Ilhabela a bordo de dois Hobie Cats 21, rota inicial de uma série de viagens realizadas pelo velejador Beto Pandiani.

02/02/2010


Redação Web Luxo
 

Em comemoração pelos 15 anos da primeira expedição capitaneada pelos velejadores Beto Pandiani e Marcus Sulzbacher, que uniu o Trópico de Câncer ao Trópico de Capricórnio, a Terra Virgem Editora lançou o livro ENTRETRÓPICOS.
No livro, Beto Pandiani e Marcus Sulzbacher relatam a audaciosa façanha que realizaram ao partir de Miami (EUA) em fevereiro de 1994, até aportarem em Ilhabela (BR) em dezembro do mesmo ano, varando 13.500 quilômetros de mares, rios, recifes e temporais, a bordo de dois catamarãs de 21 pés sem cabine nem motor.

Um ensaio fotográfico esmerado, textos manuscritos pelo próprio Beto Pandiani e textos narrativos do jornalista Xavier Bartaburu relatam os 289 dias nos quais os velejadores viajaram do Trópico de Câncer ao Trópico de Capricórnio, incluindo, no meio do caminho, 5 mil quilômetros de rios amazônicos - uma sugestão do amigo Amyr Klink. Inspirados pela experiência realizada em 1800 pelo naturalista alemão Alexander von Humboldt, eles queriam comprovar a possibilidade de navegar do Caribe ao Amazonas por dentro do continente conectando as bacias do Orinoco e do Amazonas através do Canal do Casiquiare.



Ao longo de quase 1 ano, os velejadores experimentaram todo tipo de extremos: das profundezas da fenda marítima Tongue of the Ocean com seus 4.500 mil metros, às superficialidades das lâminas de água de 40 cm em Andros, ambos nas Bahamas; de 42ºC no Rio Orinoco (Venezuela) passaram a 6ºC no alto do Pico da Neblina (Brasil); de 40 nós (quase 50 km/hora) na travessia entre Granada e Trinidad aos 7 nós (12 km/hora) nos rios amazônicos.

Embora o espaço nas embarcações fosse limitado, a tecnologia existente na época permitiu que os velejadores navegassem com o máximo de conforto e segurança possíveis. Dispunham, entre outras coisas, de GPS, laptop, sistema de comunicação via satélite, dessalinizador manual e farto estoque de comida liofilizada.

Tanto Atlas quanto Foca (como foram batizados os catamarãs) tinham timoneiro fixo: Beto Pandiani num, Marcus Sulzbacher no outro. Ambos os barcos, entretanto, receberiam vários tripulantes ao longo dessa aventura. Alguns quase permanentes, como Gui von Schmidt, chamado a fotografar a aventura e enriquecê-la com sua experiência como viajante dos mares do mundo. O outro era Duncan Ross, um sul-africano campeão de regatas que se juntara ao grupo nas Pequenas Antilhas.

Em outros trechos, juntariam-se à equipe figuras como Fernando de Almeida; o fotógrafo Roberto Linsker, chamado a organizar e documentar a expedição ao Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil com 3014 metros; André Andrade, responsável pelas fotos no litoral norte brasileiro; além de inúmeros amigos e moradores locais que em diversas ocasiões pegariam caronas curtas na expedição. Durante o tempo em que a Entretrópicos durou, 19 pessoas subiram a bordo dos dois catamarãs.

A expedição Entretrópicos deu início à pioneira série de viagens e após cinco expedições ao redor do continente americano, o velejador Beto Pandiani completou o circuito que fez dele o primeiro navegador a conectar a Antártida à Groenlândia em pequenos catamarãs sem cabine.

A publicação tem o apoio institucional da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Lei Rouanet e patrocínio da Mitsubishi Motors e da Semp Toshiba.

Sobre o autor:
O santista Roberto Pandiani, 52 anos, há 15 anos realiza expedições de alto desempenho pelos mais temidos mares do mundo a bordo de catamarã sem cabine. Filho do também velejador italiano Corrado Pandiani, conquistou prêmios nacionais e internacionais e coleciona marcos vitoriosos na história da vela mundial.

A primeira virada na carreira profissional foi deixar um estágio na Pirelli quando cursava administração na PUC-SP; depois, como empresário do entretenimento no final dos anos 90 deixou a área e assumiu a vela como profissão e negócio, passando a trabalhar exclusivamente com o esporte que é a paixão de sua vida. Durante os anos 80 e 90, Pandiani foi proprietário de diversas casas noturnas que badalaram as noites paulistanas: Singapura, Aeroanta, Clube Base, Olivia e Mr. Fish.

Atualmente, tem ministrado palestras sobre planejamento, gerenciamento de risco, superação de resultados e trabalho em equipe para grandes empresas.


Textos: Beto Pandiani e Xavier Bartaburu
Fotografias: André Andrade, Gui von Schmidt e Roberto Linsker




 


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