Os Superiates - Mansões Flutuantes

 



 
 
 

Náutica

   


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Eles já seguem as regras de compra e venda das casas


Redação Web Luxo
 

VISTA PARA O MAR
Barcos com visão panorâmica
são a tendência mundial

Desde o tempo em que o bilionário armador grego Aristóteles Onassis animava os magnatas com as lendárias festas a bordo de luxuosas embarcações, os iates são um símbolo inquestionável de status e poder. Em busca desse glamour, cresce a cada ano o número de endinheirados que decidem desbravar o alto-mar ou um trecho de faixa costeira acomodados em barcos modernos, confortáveis e que podem chegar a valer até US$ 50 milhões.

Hoje, os ventos da indústria náutica apontam para uma acelerada expansão. Em todo o mundo, os pedidos de embarcações com mais de 80 pés – o equivalente a 26 metros – cresceram 9% em 2006. Adquirir uma máquina desse porte, no entanto, não é tão simples como comprar um automóvel conversível. Com o avanço da tecnologia, novos e mais precisos equipamentos eletrônicos de navegação vieram se somar à decoração luxuosa entre os itens fundamentais de um iate. A indústria oferece diversos modelos e ilimitadas possibilidades de customização. Por isso, antes de fechar negócio, o comprador precisa conhecer as peculiaridades do setor para não transformar dólares em água.

Um dos fatores cruciais para quem planeja comprar um dessas embarcações é a saúde financeira do estaleiro. A credibilidade do fabricante é fundamental, já que o projeto de um barco pode levar de seis meses a três anos para ser concluído. Muitas vezes, ele será quitado antes de ser entregue, o que aumenta o risco da venda. Em todo o mundo, havia, até muito recentemente, 40 fabricantes tradicionais de iates gigantes. Nos últimos três anos, cinco deles pediram concordata ou fecharam as portas.

Para minimizar custos, a saída encontrada pelas empresas foi a padronização dos moldes dos veículos náuticos. Assim, fica a cargo do cliente incrementar a estrutura de acordo com as preferências depois da fabricação. “É como comprar um imóvel e depois decorá-lo”, diz Lenílson Marcelo Bezerra, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Construtores de Barco, a Acobar.

INTERMARINE 740 FULL
Modelo (acima) brasileiro
estimado em R$ 3 milhões

A indústria naval no País segue a tendência internacional, embora expresse números mais modestos que a média de outros países. Há 200 mil barcos registrados na Marinha brasileira. Nos Estados Unidos, a frota totaliza 7 milhões. A produção local, de 3 mil embarcações ao ano, é restrita. Mas, desde o início dos anos 90 até meados de 2006, o setor brasileiro cresceu à taxa de 30% ao ano, o que representa, atualmente, um mercado de R$ 450 milhões.
“Com a estagnação da economia no ano passado, diminuiu a venda dos barcos de pequeno porte e apenas o segmento de luxo se manteve inalterado”, afirma Bezerra. Agora é esperar que 2007 seja um ano melhor em vendas, os construtores apostam suas fichas nos lançamentos para o público de alta renda.

Veja o vídeo do iate Intermarine

 

O modelo 740 Full da Intermarine, que atua no Brasil em parceria com o estaleiro europeu Azimut é a maior embarcação entre os iates de alta performance no País, com 23 metros de comprimento e capacidade para 20 pessoas. A suíte principal tem amplas janelas, uma em cada bordo, que possibilitam a vista do mar a 360 graus. A Intermarine não revela o preço, mas, no final do ano passado, o barco chegou a ser estimado em R$ 3,5 milhões.

A cifra pode ser espantosa para o padrão nacional, mas ainda está longe do valor pago pelos sofisticados modelos estrangeiros. Neles, funcionam desde saunas e spas até minicampos de golfe. São mansões flutuantes.

O MERCADO DE EMBARCAÇÕES DE
ALTO PADRÃO VIVE UM BOM MOMENTO
 US$ 50 milhões
 
é quanto chega a custar um iate acima de 80 pés
 6%
 
é a taxa de crescimento do mercado de embarcações no mundo
 R$ 450 milhões
 
é o faturamento da indústria naval brasileira
 200 mil
 barcos estão registrados na Marinha do País





 


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