Motos de Luxo

   


» A MV Augusta F4 2010 é a "Ferrari das motos"

16/11/2009


Redação Web Luxo

Considerada por alguns "o Ferrari das motos", a italiana MV Augusta F4 tem um modo diferente de evoluir. Enquanto a concorrência japonesa lança motos praticamente reprojetadas a cada dois anos, a casa de Varese — adquirida no ano passado pela Harley-Davidson — manteve sua esportiva com poucas alterações por bem mais tempo. No entanto, quatro anos depois do lançamento da série F4 com motor de 1.000 cm³ (e uma década inteira desde sua estreia com 750 cm³), já era tempo de uma reformulação completa, como a agora apresentada.



A nova F4 se parece tanto quanto a anterior que muitos pensariam haver apenas alterações menores. Na verdade, o desenho é todo inédito, assim como quadro e motor. Sua "marca registrada" permanece o farol em forma quase de losango, cujo refletor elipsoidal usa (pela primeira vez em motos) a mesma lâmpada de xenônio para o facho baixo e para a luz de circulação diurna.



A carenagem tem vincos que fazem parecer que o "nariz" foi empurrado para frente. As quatro saídas de escapamento de seção retangular terminam sob a lanterna traseira, que usa leds, assim como as luzes de direção.
 

Assista ao vídeo

MV Augusta F4 2010

A moto está 4 cm mais estreita, 10 kg mais leve (apenas 192,5 kg a seco) e com rigidez torcional bem maior, garante a MV. Sua área frontal é a menor das motos de quatro cilindros em linha atuais, diz a empresa, e comparável à de esportivas de dois cilindros. A carenagem economizou 3 kg. No painel digital de cristal líquido, o destaque é o conta-giros com escala ascendente até 15.000 rpm. Há também um medidor de tempo de volta para uso em circuitos.



O motor, que mantém a arquitetura básica do antecessor, tem quatro cilindros em linha, 16 válvulas e 998 cm³ e inclui recursos como coletor de admissão variável, dois injetores por cilindro e central eletrônica com dois mapas de operação, para respostas mais suaves ou mais rápidas, conforme desejado pelo piloto.



Com o mesmo objetivo de facilitar a exploração de seu potencial, o novo controle eletrônico de tração possui oito modos de ajuste. Virabrequim e bielas estão mais leves, assim como as válvulas de admissão, agora de titânio. Nem mesmo o alternador foi esquecido no corte de peso: perdeu 1,6 kg.



Leveza e desempenho também nortearam o novo desenho do quadro (do tipo treliça de cromo-molibdênio) e das suspensões, com destaque para a balança traseira de alumínio agora 1,2 kg mais leve, embora mais longa. Igual redução foi obtida em cada roda e também no tanque de combustível, desta vez feito de náilon.

O garfo Marzocchi e o amortecedor traseiro Sachs permitem vários ajustes. Os freios dianteiros são Brembo e a caixa de câmbio do tipo cassete (como antes) traz fácil remoção e economia de tempo quando se quer trocar engrenagens, como ao adaptar as relações de marcha no uso em pista.



Com potência de 186 cv a 12.900 rpm (o motor pode chegar a 13.500) e torque de 11,6 m.kgf a 9.000 rpm, a nova F4 promete velocidade máxima de 305 km/h. Pode não ser a líder mundial em desempenho, mas está bem situada em uma classe que abrange Honda CBR 1000 RR Fireblade, Yamaha YZF R1, Suzuki GSX-R 1000, Kawasaki Ninja ZX-10R, Ducati Desmosedici RR, KTM RC8 e Aprilia RSV4.
 



 


Receba periodicamente o resumo dos eventos e novidades do luxo
clique aqui