Mansões - O mercado do luxo imobiliário cresce
 

 

 



 
 
 

Imóveis de Luxo

   

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Redação Web Luxo
 



Casas de até R$ 15 milhões em condomínios fechados revelam o bom momento dos negócios residenciais. Esse é o valor de uma mansão à venda no condomínio residencial Tamboré III, em Barueri, região metropolitana de São Paulo – uma das mais caras entre as disponíveis na cidade.



Não é apenas o preço que surpreende. As dimensões do imóvel são tão impressionantes quando o valor: 2,2 mil metros quadrados de área construída em dois terrenos, que totalizam 2,85 mil metros quadrados. Nesse espaço estão distribuídos mais de 20 cômodos, em três andares de construção. A obra começou há dois anos e terminou em agosto passado, quando o proprietário, um empresário de concessionárias de automóveis, desistiu de morar ali e decidiu vender a casa.



O imóvel chama a atenção pelas proporções gigantescas e pelo estilo arquitetônico inspirado nos castelos franceses do século XVIII. A mansão é também uma amostra do bom momento que vive o mercado de luxo no País, especialmente o setor de casas em condomínios residenciais.

De acordo com dados da Embraesp, empresa especializada no setor imobiliário, foram construídas 247 casas em condomínios na capital paulista entre 2000 e 2008. Dessas, 42 foram lançadas entre janeiro e maio deste ano.



“A mansão da Alameda Fiji é o imóvel mais caro que já comercializamos e um dos mais espetaculares”, diz Sidnei Ghendov, proprietário da Sifra Imobiliária. “Ela se destaca não somente pelas dimensões, mas também pelo padrão de qualidade e acabamento”.



São nove dormitórios, sala de piano, sala com lareira, sala de leituras, escritório e dois ambientes de living com pé-direito duplo. Segundo Eliana Berardo, arquiteta responsável pelo projeto, boa parte do material veio do exterior.

É o caso das telhas espanholas chamadas “pisarras”. Para cobrir mais de mil metros quadrados de telhado, foram usadas cerca de 24 mil telhas, cada uma ao preço de US$ 1,36. Valor da conta da cobertura: mais de US$ 32,6 mil. No jardim da mansão destaca-se uma pirâmide de vidro, que abriga o salão de festas de 300 metros quadrados no subsolo.


O acabamento luxuoso e as proporções gigantescas, no entanto, não são o principal fator a determinar o valor da casa. “Em geral, a localização é o que mais pesa na hora de dar preço a um imóvel de luxo”, diz Daniel Citron, presidente da incorporadora imobiliária Tishman Speyer, especializada no segmento. Tamboré e Alphaville, duas das regiões com maior potencial de valorização de São Paulo, comprovam a teoria.

Ali, o preço do metro quadrado do terreno saltou de R$ 300 em 2002 para R$ 1,2 mil em 2007, uma valorização de mais de 230%. Outros investidores aproveitam o bom momento da região para oferecer casas semelhantes. É o caso de uma residência de 1,4 mil metros quadrados de área construída, localizada também em Tamboré III, à venda pela Sifra. Preço: R$ 8,3 milhões.


Vista de Alphaville - São Paulo

Em outro caso, u
ma mansão com 680m² de área construída num terreno de 1.200 m² na região de Tamboré, avaliado R$ 3 milhões com lance mínimo de R$ 1,2 milhões, foi o destaque entre os imóveis que foram leiloados pelo TRT no final do mês de maio em S. Paulo.



“As casas de luxo são favorecidas por um fenômeno social que afeta o mercado imobiliário brasileiro”, observa Citron. Ele se refere à expansão da classe média brasileira e ao envelhecimento da população, que prioriza residências mais espaçosas e seguras. “Além disso, o nicho de imóveis de luxo é menos suscetível a crises econômicas”, resume.


 




 

 

 




 

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