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» Saint Tropez e anos 20 inspiram estilistas no Fashion Rio

08/06/2009

Redação Web Luxo

Nesta segunda (8), a maratona do Fashion Rio começa com o desfile da Apoena, que traz para passarela o trabalho de cooperativas de artesanato de Brasília.



Às 17h é a vez do Cantão, marca criada no final da década de 60 por um jovem e inovador casal, Leila e Peter Simon. A primeira loja da grife surgiu na Tijuca, Rio de Janeiro, em 1967. Hoje, o Cantão soma 34 lojas espalhadas pelo Brasil e está presente em 650 multimarcas.

Em seguida, é a vez de Victor Dzenk, que coloca os pés nas areias de Saint Tropez e se inspira nas praias da Riviera francesa para o verão 2010.

Descendo de um cruzeiro, através de um deck, as modelos invadem a passarela exibindo looks esvoaçantes. O caftã é a peça-chave coleção, que tem ainda uma pitada de moda praia, com beach bags estampadas, biquínis e maiôs. Uma alfaiataria branca, feita em shantung strech, se une a macacões, shorts, casaquetos e camisaria.

O make, assindado pelo top Max Weber, é puro bronze, e os cabelos são despretensiosamente jogados para trás. A voz da primeira musa do local, Brigite Bardot em Sur La Plage Abandoné, com tom eletrônico embala a entrada dos 35 looks apresentados pelo estilista.

Carlos Tufvesson desfila às 20h30, com trilha do DJ Zé Pedro e styling de Marina Franco. O estilista começou na moda com sua marca de streetwear Strada. Após estudar na Itália, voltou ao Brasil e realizou um desfile no Museu Nacional de Belas Artes, fixando seu nome no segmento da alta costura nacional. Depois dele, fechando o dia, é a vez da mineira Coven. A grife que tem no tricô seu ponto forte, vai buscar inspiração na década de 20, período que anunciou a liberdade das mulheres, que deixaram de lado os espartilhos e começaram a mostrar pernas e colos.

Pelas mãos de Liliane Rabehy, as clientes da Coven ganham uma coleção de roupas fluidas, com valorização de decotes, uso de babados leves e desconstruídos e comprimento que revive a modelagem daqueles anos. As transparências ganham sobreposições de tecidos e gramaturas diferentes.

A mistura da seda pura tingida com o tricô é responsável pela leveza e despojamento sugerida pela grife. Um dos destaques da passarela são as camisolas, que ganharam status de vestidos com aplicações de estamparia e panos de tricôs especiais. Acessórios como calçados, cintos, colares e peças para a cabeça também seguem o conceito de tramas artesanais e acabamentos manuais.




 


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