Um
vinho brasileiro superou rótulos franceses, chilenos
e argentinos em uma degustação às cegas só com
vinhos da uva Pinot Noir realizada pela Confraria
Sabores de Baco, de Recife. Trata-se do Dádivas
Pinot Noir 2009, da SulBrasil, divisão da Lidio
Carraro, do Vale dos Vinhedos (RS).
Em segundo e terceiro lugares, ficaram dois
chilenos, respectivamente, Leyda Reserva Pinot Noir
2008 e o Amayna Pinot Noir 2007 (um vinho que gosto
muito). Os representantes franceses, da Borgonha,
berço tradicional da pinot noir, ficaram apenas nas
6º (Château de Dracy) e 7ª (Bourgogne Couvent des
Lacobins) posições entre os oito vinhos degustados.
“O
resultado do encontro foi surpreendente”, conta o
crítico Murilo Guimarães, coordenador do grupo de
degustadores e colunista do caderno Sabores, da
Folha de Pernambuco.
Se levarmos em conta a relação qualidade-preço, o
Dádivas também se destaca: custa cerca de R$ 45
enquanto o Leyda custa R$ 47, o Amayna custa R$ 170
e o Bourgogne Couvent des Lacobins custa R$ 157. O
Dádivas foi elaborado com uvas cultivas nos vinhedos
de Encruzilhada do Sul, sem passagem por madeira.
A prova ocorreu no dia 14 de outubro, no Hotel
Arlante Plaza, na capital pernambucana. Confira o
resultado:
1º - Dádivas Pinot Noir (Brasil)
2º - Leyda Reserva Pinot Noir (Chile)
3º - Amayna Pinot Noir (Chile)
4º - Alamos Seleccion Pinot Noir (Argentina)
5º - Las Perdices Reserva Pinot Noir (Argentina)
6º - Château de Dracy (França)
7º - Bourgogne Couvent des Lacobins (França)
8º - Aurora Pinot Noir (Brasil)
