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» Tecnologia atualiza o conforto em viagens

03/08/2007

Redação Web Luxo
 


É possível assistir a canais
de televisão em aviões

 

Uma das vantagens que as viagens costumavam oferecer era a oportunidade de desfrutar de privilégios que não eram acessíveis em casa: assistir à HBO em seu quarto de hotel, por exemplo, ou ver um filme a bordo do avião na era anterior ao videocassete doméstico.

Embora seja cedo demais para dizer que as ofertas mudaram de maneira significativa, algumas empresas estão começando a concorrer com - ou pelo menos a tentar acompanhar - o arsenal de entretenimento doméstico de que seus clientes dispõem.

No setor de hotéis, há uma corrida em curso para equipar os quartos com televisores de alta definição e tela plana, estações para acoplamento de iPods e uma seleção mais ampla de programação (preferencialmente disponível no momento em que o cliente desejar assistir). E algumas linhas aéreas estão começando a introduzir sistemas de entretenimento pessoal com mais filmes, música e videogames, ainda que eles estejam disponíveis principalmente para os passageiros de primeira classe e classe executiva.

"Tudo isso equivale a reconhecer que os consumidores desejam maior controle", disse Henry Harteveldt, vice-presidente e analista do setor de viagens na Forrester Research, mencionando as expectativas geradas por aparelhos como o iPod. "Em casa, eu disponho de todos aqueles recursos, organizados exatamente como desejo. Por que deveria me sacrificar quanto não estou em casa?"

"Hoje em dia, fico surpreso quando chego a um hotel de quatro ou cinco estrelas e vejo um televisor convencional", disse. "Se você paga centenas de dólares em diária, a expectativa é de que exista pelo menos um televisor de tela plana no quarto".

Por exemplo, a Marriott International anunciou em fevereiro que planejava oferecer televisores com telas de cristal líquido (LCD) de 32 polegadas em todos os quartos de seus hotéis nos Estados Unidos e Canadá, em três das cadeias de hotéis que ela controla - Mariott, JW Marriott e Renaissance. Até agora, os novos televisores estão disponíveis em 56 hotéis, e a instalação dos novos aparelhos só estará concluída em toda a rede no ano de 2009.

"Vinte anos atrás, as viagens de negócios viviam sob a regra do chegar rápido, resolver rápido e sair rápido", disse John Wolff, porta-voz do Marriott. "O que estamos vendo agora é uma mudança de paradigma que transforma esse tipo de viagens em algo mais relaxado, com mais estilo".

Para tanto, a Hilton Hotels recentemente colocou à disposição de seus hóspedes um número limitado de suítes designadas "Site and Sound", em duas de suas unidades, o Hilton Chicago O'Hare e o Hilton San Francisco. Os quartos, cujas diárias são US$ 20 mais altas do que a das suítes convencionais, oferecem televisores de alta definição com telas de 42 polegadas, um sistema de som surround e um painel de conectividade para outros aparelhos, além de programação de TV disponível no momento selecionado pelos usuários, incluindo pacotes de esportes e programas populares de TV.

O Hilton, além disso, está envolvido em um projeto que resultará na instalação de televisores de telas planas em todos os quartos de sua cadeia norte-americana de hotéis, e em 2005 introduziu um novo relógio que inclui um despertador fácil de acertar e um cabo de conexão para um player portátil de música.

Scott Petersen, presidente-executivo da LodgeNet, empresa que fornece serviços de tecnologia para hotéis, disse que o setor está a caminho de oferecer aos hóspedes uma gama mais ampla de programação, e a reduzir o intervalo de lançamento de filmes. Os hotéis também poderão oferecer mais serviços personalizados e a pedido, como o sistema Hotel SportsNet, que sua empresa opera em diversos hotéis.

Embora as linhas aéreas norte-americanas, quase todas em dificuldades financeiras, não estejam investindo tanto em tecnologia de entretenimento, algumas estão lançando novos sistemas, em parte com o objetivo de acompanhar os avanços de rivais estrangeiras.

"Nosso objetivo é que, até o verão de 2008, qualquer vôo mais longo do que quatro horas em um aparelho da Delta ofereça essa programação aos passageiros", disse Joan Vincenz, diretora executiva de desenvolvimento de produtos da empresa.

"Quanto mais oportunidade as pessoas tiverem de iniciar, suspender e retomar o entretenimento, em seus assentos, maior a sensação de controle sobre sua experiência, e nossas pesquisas demonstram que isso resulta em um nível de satisfação geral muito maior, para os passageiros". "O que os passageiros parecem desejar é a liberdade de escolha, uma ampla seleção e controle sobre o sistema", diz.

A outra coisa que os passageiros desejam - conectividade - pode estar a caminho (e em curto prazo, no caso de algumas linhas aéreas estrangeiras). "O que temos visto é que serviços de dados, como mensagens de texto em celulares e organizadores pessoais, devem ser permitidos em breve", disse Brookler. "Os serviços de voz, no entanto, acarretam questões regulatórias - e sociais".

Com informações do "The New York Times"





 


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