Aviação Comercial

   


» China produz primeiro jato e vai concorrer com a Embraer

 21/12/2007


Redação Web Luxo



XANGAI (Reuters) - A China anunciou nesta sexta-feira (21) seu primeiro jato regional desenvolvido localmente, abrindo disputa com a brasileira Embraer. O projeto também aproxima o país do objetivo de se tornar um gigante na indústria da aviação, desafiando o domínio de Boeing e Airbus.

O jato ARJ21-700, de 90 lugares, branco e com três faixas azuis curvilíneas na fuselagem, é conhecido como "Xiang Feng", ou "fênix voadora", e foi exibido a uma multidão de funcionários do governo e trabalhadores do setor na linha de montagem em que será produzido, em Xangai.


"Estamos testemunhando um momento inesquecível, com grande emoção", disse Lin Zuoming, gerente-geral da estatal de aeronáutica AVIC I, na cerimônia transmitida ao vivo pela TV estatal.


"O ARJ21 nos torna parte da indústria mundial da aeronáutica", afirmou Lin, acrescentando que o projeto "ainda tem de enfrentar uma longa jornada antes de se tornar sucesso financeiro".

O evento era fechado à maior parte da imprensa local e internacional, com exceção de veículos de mídia sob direto controle do governo.

A AVIC I também anunciou uma encomenda de 100 aviões "Xiang Feng" pela Kunpeng Airlines, uma joint-venture (empresa conjunta) entre a Shenzhen Airlines, da China, e o Mesa Air Group, dos Estados Unidos.

Isso eleva os pedidos totais da aeronave --que deve realizar seu primeiro vôo de teste no segundo trimestre de 2008 e começar a ser entregue no terceiro trimestre de 2009-- a mais de 170 unidades, quase todas para companhias aéreas chinesas.

A Kunpeng Airlines, que começou a operar no interior da China em outubro, dispõe, no momento, de três jatos Bombardier CRJ-200.

A AVIC I, que também produz caças e bombardeiros para as forças armadas, lançou o projeto ARJ21 em 2000, apostando no crescimento do mercado de aviação chinês, que necessitará de 2.650 novos aviões de passageiros nos próximos 20 anos, de acordo com a mais recente projeção da Airbus, divisão do grupo aerospacial europeu EADS.

Embora o aparelho tenha sido desenvolvido com tecnologia chinesa, alguns componentes essenciais são fornecidos por parceiros estrangeiros, como as turbinas, que vêm da General Electric .

O "Flyng Phoenix" compete com os aviões da Embraer e também da canadense Bombardier.

Executivos do setor têm dito que o sucesso do jato regional chinês poderia marcar o passo inicial em direção à implementação de um projeto multibilionário para desenvolver um avião de grande porte que competiria com as aeronaves da Boeing e da Airbus.


 


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