Aviação Executiva

   


» Aumenta a fila de espera para compras de helicópteros

Em dez anos, o número de aeronaves dobrou no país e o modelo mais em conta no mercado custa cerca de R$ 360 mil.


13/10/200
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Redação Web Luxo



Em São Paulo, cada vez mais empresas usam o helicóptero para fugir do trânsito caótico nas ruas. A cidade tem hoje uma das maiores frotas do mundo e que não pára de crescer.
Mas quem quer comprar um helicóptero novo hoje só recebe daqui a dois anos. Com a melhora da nossa economia, as filas para conseguir um helicóptero vêm aumentando. Já são quase 1,1 mil aeronaves voando pelo país.

Metade delas está em São Paulo, que ocupa também o primeiro lugar no mundo em tráfego de helicóptero. A procura por essas aeronaves não pára mesmo de crescer.

O helicóptero mais em conta no mercado custa cerca de R$ 360 mil. Está longe de ser barato e longe de ser popular. Mesmo assim, a frota brasileira, que inclui vários modelos, está em franca expansão.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em uma década, o número de helicópteros no país praticamente dobrou. Hoje são 1.069.
A quantidade de novos registros, que girava em torno de 50 por ano, está aumentando. Em 2007, já foram 62. O cenário econômico está movimentando o setor.

A procura por helicópteros cresceu tanto no mundo inteiro que hoje já existe fila de espera. Os principais fabricantes estão nos Estados Unidos, no Canadá, na França e na Itália. Mas quem comprar um helicóptero hoje, na melhor hipótese, só vai receber no fim de 2009. Essa demora mexe com o mercado de helicópteros de segunda mão.

“Hoje, um helicóptero usado custa mais caro às vezes que o próprio helicóptero zero pela disponibilidade, por estar aqui, é o ágio que o cidadão paga pra ter a aeronave agora, se ele quiser”, aponta o presidente da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero, Cléber Mansur.



Mais desejados

Entre os modelos novos, os mais desejados são os bimotores leves. São mais seguros que os monomotores e podem pousar nos helipontos no topo dos edifícios. Um deles, por exemplo, custa US$ 6 milhões – cerca de R$ 12 milhões. Trata-se de um luxo pra poucas pessoas, mas que é cada vez mais usado por empresas.

“Cerca de 70% são empresas que usam helicóptero como meio de transporte para deslocamento de executivos na área urbana de São Paulo”, diz o diretor de vendas de helicópteros, José Eduardo Brandão.

O setor de petróleo também é responsável pelo aumento do número de aeronaves no país. Ao todo, 80 helicópteros são usados no transporte entre o continente e as plataformas marítimas.

Quase metade da frota brasileira está em São Paulo: são 467 aeronaves em todo o estado. No Rio de Janeiro, são 215; e em Minas Gerais, 108. Nesse ramo, nada custa pouco. O curso de formação para piloto comercial, com 100 horas de vôo, sai por R$ 100 mil.

“O atrativo primeiro é o glamour que as pessoas vêem na aviação de certa forma – aquela coisa de vida livre, conhecer muitos lugares, muitas pessoas etc. Eu vôo há 28 anos e, se puder, vôo mais 28”, comenta o presidente da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero, Cléber Mansur.

O salário inicial de um piloto de helicóptero gira em torno de R$ 5 mil. O preço do fretamento de uma aeronave dessas varia de R$ 700 a R$ 5 mil por hora.





 


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