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» Competição de aeromodelismo agita o céu de
   São José dos Campos

06/10/2007

Redação Web Luxo

O céu de São José dos Campos anda meio  congestionado, mas a culpa não foi da crise no tráfego aéreo brasileiro. Quem causa a fila de aviões foram as mais de 70 equipes que disputam a AeroDesign, competição de aeromodelismo promovida pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade.

"Eles vêm por paixão, eles vêm por interesse, eles vêm porque dentro de si já têm qualidades que os tornam diferentes", explica Horácio Forjaz, diretor geral da AeroDesign Brasil.

E eles vêm de todos os cantos do Brasil. São gaúchos, paulistas, cariocas, mineiros, capixabas e, pela primeira vez em nove edições da AeroDesign, também amazonenses. Está certo que a estréia da equipe Tupã, da Unip de Manaus, não foi das melhores. Mas nada que desanime os bravos representantes da Região Norte.

"Tivemos umas pequenas avarias, mas vamos dar um jeito. Viemos de longe, não vai ser uma queda que vai nos frear, não", afirma Ivo Kolling, capitão da equipe Tupã, da Unip de Manaus.
De mais longe ainda vieram os cinco times estrangeiros, dois da Venezuela e três do México, não só para competir, mas também para aprender com os brasileiros.

"Poder participar e poder fazer um vôo vai nos encher de gratidão, já que estamos aprendendo muito, sobretudo aqui, com os melhores", diz Mario Garcia, capitão da equipe Zorros, do Instituto Tecnológico de Queretaro, no México.
Não pense que é falsa modéstia ou exagero do mexicano. Na última edição do AeroDesign mundial, realizada em maio, nos Estados Unidos, o título da categoria aberta ficou com a equipe da Escola de Engenharia de São Carlos da USP.

"É um pouquinho tenso a gente vir de ter ganho e chegar pensando assim, putz. Mas é uma questão meio que de orgulho", comenta Adriano Canolla, capitão da equipe Charlie da EESC-USP.
Só que o pessoal de São Carlos não pode bobear, pois tem muita gente de olho gordo na vitória. "Estamos confiantes que vai voar e, se Deus quiser, vamos levar o título este ano", diz Hernane Souza, capitão da Kondhor, da FEI-SP.

O charme da disputa fica por conta da Fly Girls, da Uninove, a única equipe da AeroDesign formada exclusivamente por mulheres, como denuncia a pintura do avião.


Equipe Céu Azul na Aerodesign 2006

"Nós fomos super bem recebidas, é claro todo mundo olhando meio estranho, um bando de mulher entrando na competição, mas hoje é o que nós queremos mesmo, é participar, equipe pra equipe, porque todos os desafios são iguais", afirma Cristiane de Lima, capitã da Fly Girls.
Femininas, mistas ou estrangeiras, as equipes têm em média de 10 a 15 integrantes. Mas também existem as exceções como a Saci, da PUC do Rio Grande do Sul, que é, literalmente, um exército de um homem só.

"Comecei então nas férias, ocupei também um período do final de semana, e no final das férias de julho eu trabalhei direto oito horas todos os dias. Aí férias mesmo não teve né, mas teve a realização de ver o avião voar né", diz o solitário Arns.

Quem quiser conferir de perto o trabalho desses malucos por aviões, tem até domingo para visitar a AeroDesign, que acontece no Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial, em São José dos Campos. A entrada é gratuita.





 


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