Autos & Veículos

   


» Brasileiro pretende relançar o Uirapuru - Phoenix GT
 

A idéia é produzi-lo em pequena escala como todo puro-sangue que se preze e comercializá-lo no Brasil e exterior.
 



25/03/2008

Redação Web Luxo


       Acima o novo Uirapuru, modelo 2008 e o antigo da década de 60

Assim como em várias partes do mundo, aqui a nostalgia também está em alta. O carro escolhido foi um projeto da década de 60. O Uirapuru, também chamado de Brasinca 4200 GT, nasceu das mãos de um espanhol radicado no Brasil. Rigoberto Soler juntou boas idéias, um possante motor de seis cilindros e criou um esportivo de dar inveja aos concorrentes da época.

O sonho durou pouco, mas agora ele está de volta. Batizado de Phoenix GT/Uirapuru, de autoria de André Soler – que não tem parentesco com o espanhol, impressiona: possui 3,93 m de comprimento, 1,90 m de largura, 1,17 m de altura e entreeixos de 2,73 m. As rodas de aro 18” utilizam pneus 255/40 na dianteira e 285/40 na traseira. O chassi é tubular com suspensão independente nas quatro rodas do tipo double wishbone e a carroceria, elaborada com fibra de carbono.



O motor, um Judd V10 com 812 cv quando preparado para atingir 10 000 rpm, é montado na traseira. Também poderão equipar o modelo um propulsor GM 3.6 l V6 Alloytech ou algum cabeçote V8 com capacidade para entregar em torno de 400 cv. As opções de transmissão incluem a automática de 4 marchas ou a manual com 6 velocidades.

A idéia de construir um novo Uirapuru surgiu lá pelos idos de 2004, quando o André ainda estava na faculdade, e teve o apoio de outros profissionais, como o Carlos Carvalho – hoje na Óbvio! – e o pessoal do Instituto Nacional de Tecnologia (INT).


Pouco tempo depois, a GT Racecars, situada em Campinas, se associou e criou duas equipes distintas para a tarefa: uma de engenharia, comandada por Jaime Gulinelli, e outra de design, tendo à frente o André Soler. Ambas são formadas por profissionais dispostos a dedicar muitas horas – e suor – ao trabalho. O projeto, atualmente, está sendo negociado entre os brasileiros e investidores estrangeiros.

A primeira opção é um V6, de 3.564 cm³, 190 cv de potência e um torque de 34 kgm. Essa será a versão Cruiser, escolhida por aqueles que quiserem combinar um estilo agressivo com conforto de sobra. Para isso, será auxiliado por um câmbio automático de quatro velocidades.



Já se você é um daqueles que gostam de aliar um belo desenho de carroceria com um pouco mais de potência, pode escolher a versão Sport, equipada com um motor V8, com 3.397 cm³ e mais de 400 cv. Pra fechar o pacote, um câmbio seqüencial de seis marchas.


Os freios não foram esquecidos em nenhuma das versões. O projeto prevê a utilização de discos de 355 mm na dianteira e 325 mm na traseira. Para segurar o “pássaro” nas curvas, rodas de dezoito polegadas calçadas com pneus 255/40 (frente) e 285/40 (atrás).



A idéia é produzi-lo em pequena escala – como todo puro-sangue que se preze – e comercializá-lo no Brasil e exterior. Vinte carros deverão sair da fábrica de Campinas por ano.

Tecnologia, qualidade e um antecessor de renome. O Uirapuru, sem dúvida nenhuma, já renasceu com pedigree esportivo. Ele mostra que os bons projetos ainda servem de inspiração para as novas gerações de projetistas.
O designer está à procura de investidores para tocar o projeto adiante.




 


Receba periodicamente o resumo dos eventos e novidades do luxo
clique aqui