O trem-bala da França, o TGV (Tran de Grande Vitesse -
Trem de Alta Velocidade, na sigla em francês),
bateu, nesta terça-feira, o recorde mundial de
velocidade sobre os trilhos, atingindo 574,8 km/h por
hora. O recorde anterior era de 515,3 km/h e também
havia sido batido na França, em 1990. Novo trem tem
motores mais potentes e rodas mais largas
O teste foi realizado com um novo modelo do TGV, que
possui motores mais potentes e rodas mais largas, para
permitir maior velocidade.
Este resultado é próximo do recorde de velocidade do
trem bala japonês, Maglev, de 581,2 km/h, mas a França
alega que o sistema japonês, de sustentação magnética,
é diferente e não pode ser comparado ao modelo
francês, no qual as rodas percorrem efetivamente os
trilhos.
O teste oficial foi acompanhado ao vivo pelas rádios e
TVs da França, que narravam ao vivo, como em um grande
evento esportivo, cada nova quebra do recorde de
velocidade de 1990.
O trem seguiu o trajeto entre Estrasburgo, no leste da
França, e Paris.
A SNCF, grupo ferroviário estatal francês, acredita
que a façanha tecnológica será uma excelente vitrine
para a tecnologia francesa nas exportações desse
sistema de transporte.
"É importante para a França mostrar que a tecnologia
TGV, inventada pela França há 30 anos, é o modelo do
futuro", disse Guillaume Pepy, diretor-geral da SNCF.
O fabricante do novo TGV, o grupo industrial Alstom,
espera agora conquistar uma fatia maior do mercado
internacional dos trens de alta velocidade, estimado a
24 bilhões de euros e onde a concorrência, também com
os trens alemães, é cada vez maior.
Países como a China e também Brasil e Argentina estão
na mira do fabricante francês, que espera no futuro
poder também entrar no mercado dos Estados Unidos.
Este recorde mundial francês mobilizou 300 engenheiros
e sua preparação custou cerca de 30 milhões de euros
(cerca de R$ 80 milhões).
