
O nome pode até ser desconhecido, mas algo muda quando
se fala que ele deixa para trás muitos superesportivos
como a Ferrari Enzo ou o Porsche Carrera GT. Afinal, o
que o S7 TT tem que os outros não têm?
Falando de motor, o esportivo da Saleen conta com um
V8 de 7,0 l de aspiração natural, produzido pela Ford
e aprimorado pela montadora, e um câmbio de 6
velocidades. Enquanto o original gerava apenas (!) 550
cv, o “turbinado” alcançava 750 cv a 6300 rpm. Apenas
para quesito de comparação, a Ferrari Enzo possui um
V12 que produz 650 cv de potência.
Esse mesmo motor acelera de 0 a 100 km/h em 2s8, 0s8
mais rápido que o da Lamborghini Murciélago, um V12 de
580 cv, e, pasmem, 0s1 melhor que o do carro mais
potente do mundo, o Bugatti Veyron, cuja velocidade
ultrapassa os 400 km/h - apenas 10 km/h a mais que o
S7 alcança.
Desde que surgiu em 1983, a empresa de preparação do
ex-piloto Steve Saleen já vinha mostrando trabalhos de
grande relevância. No ano seguinte a primeira versão
de rua já estava pronta para ser vendida – era um
Mustang com cockpit funcional, motor mais potente e
suspensão precisa. Ainda no mesmo ano, este carro foi
o campeão da prova 24 Horas de Mosport Park, em
Ontário, no Canadá.
A fama da preparadora – especializada em melhorias de
veículos da Ford, como a Explorer e o Focus, que
também ganharam versões Saleen – chegou ao seu ápice
com o S7, que ficou conhecido mundialmente como a
“McLaren F1 norte-americano”, devido às suas
semelhanças físicas, como as tomadas de ar no teto e
as lanternas traseiras. Mesmo assim, o chassi e o
design não foram copiados de nenhum modelo já
existente.
Entretanto, o F1 não bate o TT em atributos – são 627
cv do V12 da inglesa contra os 750 cv já citados, e
60,1 kgfm contra 96,7 kgfm do norte-americano. A única
cifra na qual a “original” supera a “concorrente” é o
preço: enquanto o S7 TT é vendido por US$ 555 mil, a
F1, se ainda fosse produzida, não sairia das lojas por
menos de US$ 1,1 milhão.
