
Luxo, distinção e todo o encanto do design italiano.
Um interior a condizer, espaçoso e com uma decoração
simplesmente soberba. E uma mecânica capaz de conferir
a uma aristocrática berlina de luxo um carácter
desportivo. Uma verdadeira lufada de ar fresco num
segmento tradicionalmente conservador, o novo Maserati
Quattroporte.
Mais conhecida da maioria pelo
invejável currículo que granjeou na competição, ou
pelos seus modelos de carácter vincadamente
desportivo, a Maserati desde 1963 que se dedica,
também, à produção de luxuosas berlinas, cujo nome diz
tudo: Quattroporte. Com maior ou menor sucesso, os
Quattroporte sempre tiveram o condão de marcar a
diferença num segmento bastante
conservador, hoje dominado pelos construtores
germânicos.
Crente de que existe um espaço, nesta classe, para
algo diferente, a Maserati decidiu voltar a apostar
numa berlina de Gran Turismo, e mostrou, no Salão de
Frankfurt de 2003, a nova geração do Quattroporte, a
quinta do historial deste modelo, mas a primeira desde
que a marca passou a integrar a mesma estrutura
empresarial da Ferrari. Um topo-de-gama único,
proposto com um só motor, senhor de um carácter
desportivo incomparável a este nível e produzido a um
ritmo relativamente reduzido, garante adicional de uma
indesmentível exclusividade.
Basta um breve olhar para perceber que o Quattroporte
é um automóvel diferente dos que pontificam na sua
classe. À vista desarmada, é difícil acreditar que é
mais comprido e maior entre eixos do que os rivais
alemães (Audi A8, BMW Série 7 e Mercedes Classe S),
fruto de uma estética extremamente elegante, capaz de
lhe conferir um Cx de 0,35 e disfarçar de forma
invulgar os seus 5,052 m de comprimento e uma
distância entre eixos de 3,064 m.
Requinte e distinção
Se o reputado design italiano marca de modo indelével
as linhas exteriores do Quattroporte, o habitáculo não
lhe fica atrás. Os materiais aqui utilizados são de
grande qualidade (alguns acabamentos, nas unidades de
pré-produção observadas, eram aperfeiçoáveis, o que
se espera não suceda com o modelo definitivo), e o
ambiente muito acolhedor,
em boa parte devido a uma decoração de extremo bom
gosto e plena de classe, decididamente diferente da
soturnidade germânica.

Madeira genuína, pele de elevada qualidade e alcântara
dominam um interior muito sedutor, que pode ser
personalizado à medida de qualquer um, pois pode
adoptar mais de quatro milhões de combinações
diferentes, por estarem disponíveis dez cores de pele
e 13 cores para as suas costuras, três tipos de
madeira e até acabamentos a imitar titânio (são,
ainda, propostas 15 cores metalizadas para a
carroçaria, mas a Maserati garante poder pintar, em
opção, o Quattroporte de qualquer outra, a partir de
uma amostra fornecida pelo cliente).
Por outro lado, e fruto das generosas dimensões
exteriores, o habitáculo anuncia um comprimento total
superior a dois metros, pelo que espaço é o que não
falta a bordo, inclusive atrás, nada tendo o
Quattroporte a temer numa comparação directa com a
concorrência nesta área. Os bancos laterais traseiros,
tal como os dianteiros e o volante, dispõem de
regulação eléctrica (10 cm em comprimento), existindo
atrás um botão que comanda o banco do passageiro da
frente.
O único senão poderá ser a bagageira, que
anuncia um volume de 450 litros (contra os 500 litros
reivindicados pelos três rivais germânicos), embora
ofereça um
espaço adicional no lugar por norma reservado ao pneu
sobressalente (de série, o Quattroporte conta com um
kit de reparação de furos, e poderá montar em breve
pneus run-flat) e proponha, em opção, um conjunto de
malas exclusivas, que permitem tirar pleno partido da
volumetria disponível.
