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»  Maserati Quattroporte

12/12/2006

Redação Web Luxo


 

Luxo, distinção e todo o encanto do design italiano. Um interior a condizer, espaçoso e com uma decoração simplesmente soberba. E uma mecânica capaz de conferir a uma aristocrática berlina de luxo um carácter desportivo. Uma verdadeira lufada de ar fresco num segmento tradicionalmente conservador, o novo Maserati Quattroporte.

Mais conhecida da maioria pelo invejável currículo que granjeou na competição, ou pelos seus modelos de carácter vincadamente desportivo, a Maserati desde 1963 que se dedica, também, à produção de luxuosas berlinas, cujo nome diz tudo: Quattroporte. Com maior ou menor sucesso, os Quattroporte sempre tiveram o condão de marcar a diferença num segmento bastante conservador, hoje dominado pelos construtores germânicos.

Crente de que existe um espaço, nesta classe, para algo diferente, a Maserati decidiu voltar a apostar numa berlina de Gran Turismo, e mostrou, no Salão de Frankfurt de 2003, a nova geração do Quattroporte, a quinta do historial deste modelo, mas a primeira desde que a marca passou a integrar a mesma estrutura empresarial da Ferrari. Um topo-de-gama único, proposto com um só motor, senhor de um carácter desportivo incomparável a este nível e produzido a um ritmo relativamente reduzido, garante adicional de uma indesmentível exclusividade.

Basta um breve olhar para perceber que o Quattroporte é um automóvel diferente dos que pontificam na sua classe. À vista desarmada, é difícil acreditar que é mais comprido e maior entre eixos do que os rivais alemães (Audi A8, BMW Série 7 e Mercedes Classe S), fruto de uma estética extremamente elegante, capaz de lhe conferir um Cx de 0,35 e disfarçar de forma invulgar os seus 5,052 m de comprimento e uma distância entre eixos de 3,064 m.

Requinte e distinção
Se o reputado design italiano marca de modo indelével as linhas exteriores do Quattroporte, o habitáculo não lhe fica atrás. Os materiais aqui utilizados são de grande qualidade (alguns acabamentos, nas unidades de pré-produção observadas, eram aperfeiçoáveis, o que se espera não suceda com o modelo definitivo), e o ambiente muito acolhedor, em boa parte devido a uma decoração de extremo bom gosto e plena de classe, decididamente diferente da soturnidade germânica.



Madeira genuína, pele de elevada qualidade e alcântara dominam um interior muito sedutor, que pode ser personalizado à medida de qualquer um, pois pode adoptar mais de quatro milhões de combinações diferentes, por estarem disponíveis dez cores de pele e 13 cores para as suas costuras, três tipos de madeira e até acabamentos a imitar titânio (são, ainda, propostas 15 cores metalizadas para a carroçaria, mas a Maserati garante poder pintar, em opção, o Quattroporte de qualquer outra, a partir de uma amostra fornecida pelo cliente).

Por outro lado, e fruto das generosas dimensões exteriores, o habitáculo anuncia um comprimento total superior a dois metros, pelo que espaço é o que não falta a bordo, inclusive atrás, nada tendo o Quattroporte a temer numa comparação directa com a concorrência nesta área. Os bancos laterais traseiros, tal como os dianteiros e o volante, dispõem de regulação eléctrica (10 cm em comprimento), existindo atrás um botão que comanda o banco do passageiro da frente.

O único senão poderá ser a bagageira, que anuncia um volume de 450 litros (contra os 500 litros reivindicados pelos três rivais germânicos), embora ofereça um espaço adicional no lugar por norma reservado ao pneu sobressalente (de série, o Quattroporte conta com um kit de reparação de furos, e poderá montar em breve pneus run-flat) e proponha, em opção, um conjunto de malas exclusivas, que permitem tirar pleno partido da volumetria disponível.







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