
Esta não é a primeira vez que a
Dodge apresenta, como carro-conceito, um roadster para
trazer a proposta do vigoroso Viper a um segmento mais
acessível. Em 1997 o Copperhead (uma espécie de cobra,
assim como Viper, víbora) havia associado um estilo
intimidador a um motor V6 de 2,7 litros e 220 cv. Dez
anos mais tarde, surge no Salão de Genebra, Suíça o
Dodge Demon, algo como um Audi TT com o veneno do
Viper.

O nome tem tradição: Demon era uma versão de alto
desempenho do Dart americano, disponível nos
anos-modelo 1962 e 1971. Mas a receita do novo Demon é
mais simples e muito atraente: motor dianteiro de
quatro cilindros e 2,4 litros, câmbio manual de seis
marchas, tração traseira, dois lugares quase sobre o
eixo posterior. O envelope desse conjunto tem um
estilo moderno e imponente, com arestas e ângulos em
profusão e a enorme grade da marca, que ajuda na
sensação de que o carro tem uma expressão agressiva.

O interior traz detalhes com inspiração no passado e
as rodas são de 19 pol. Potência (172 cv) e torque
(22,6 m.kgf) podem não impressionar, mas o peso de
1.180 kg faz esperar bom desempenho desse roadster
compacto, que mede 3,97 metros de comprimento e 1,73 m
de largura.

Fica a habitual pergunta: veremos um dia o Demon nas
concessionárias Dodge? Diante do sucesso de modelos do
mesmo tipo, como o Pontiac Solstice, tudo indica que
sim.
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