
Se mudar a cor de um veículo
exigia muita burocracia, tempo e, principalmente,
dinheiro, parece que isso está chegando ao fim. Um
nova tecnologia tem instigado pesquisadores do setor
automotivo – além de montadoras. Isto está prestes a se tornar a próxima
promessa da indústria: em vez do método convencional
de pintura, o carro recebe polímeros de cores que
contêm óxidos de ferros paramagnéticos.
Quando uma corrente elétrica passa por esses
polímeros, as partículas de ferro se reagrupam, dando
aos microscópicos cristais formados por eles a
capacidade de alterar o modo como a pintura reflete a
luz, mudando efetivamente a cor do carro – algo como
um tecido furta-cor, por exemplo.
A tecnologia só funciona quando uma corrente elétrica,
ainda que muito baixa, passa pela pintura. Ou seja, a
cor que fica quando o carro é desligado é a branca, o
que significa que veremos muitos estacionamentos de
carros brancos se essa tecnologia virar um sucesso –
as previsões mais otimistas dão conta de que ela
chegará ao mercado já em 2010.
Todo o processo de mudança de cor dura menos de um
segundo e a alteração pode resultar em qualquer cor
reconhecível pelo olho humano.
