Arte & Cultura

   


» Começaram as comemorações pelos 50 anos da morte
    de Villa-Lobos

26/04/2009


Redação Web Luxo



A data do aniversário de 50 anos de morte de Heitor Villa-Lobos é o dia 17 de novembro de 2009, mas as comemorações em torno do legado que o músico deixou para a sociedade já estão em andamento. Shoppings e instituições que levam o nome do músico já iniciaram as comemorações para lembrar a data solene.

Um shopping de São Paulo, que leva o nome do maestro, realiza uma exposição interativa sobre a vida e a obra de Villa-Lobos. Até o dia 7 de junho, os visitantes poderão conferir a mostra "Uma Vida em Sete Notas", que fica em um espaço de 40 metros quadrados e conta com um painel e quatro telas de 21 polegadas com fones de ouvido. Nessas tevês, o público pode ouvir depoimentos de funcionários do Museu Villa-Lobos, que convivem com a história do músico.

Em outras duas televisões, é exibido um documentário de cerca de dez minutos sobre o músico. Para completar, um display sensível ao toque disponibiliza fotos da vida de Villa-Lobos em ordem cronológica. Durante sete semanas, a exposição vai remontar fatos marcantes da vida do músico.

Nascido em março de 1887, Heitor Villa-Lobos passou a ter contato com a música aos seis anos, quando o pai, Raul Villa-Lobos (que era músico amador), transformou uma viola em um violoncelo para o filho praticar.

Villa-lobos até tentou se engajar no meio acadêmico, quando ingressou no Instituto Nacional de Música no final da década de 1910, mas a aversão aos livros fez com que deixasse os bancos escolares e, como era autodidata, aprendeu sozinho os conceitos e práticas da música.

As viagens pelo interior do Brasil entre 1905 e 1912 (sobretudo pelo Norte e Nordeste), onde teve contato com povos amazônicos e com instrumentos musicais que revolucionariam sua vida profissional, ajudaram nessa tarefa.

O músico participou da Semana de Arte Moderna de 1922, onde apresentou obras como "Danças Características Africanas" e "Impressões da Vida Mundana". Em 1923, financiado por amigos, Villa-Lobos foi à Europa para se apresentar em Paris - episódio que apresentaria o músico efetivamente para o mundo.

Depois disso, voltou ao Brasil, para assumir um papel importante da educação musical, já que o então presidente, Getúlio Vargas, havia tornado obrigatório o ensino de canto nas escolas em 1932.

A música de Villa-Lobos tinha um estilo próprio, que mescla combinações de instrumentos com sons de animais (sobretudo pássaros) e percussões populares. Suas canções aproximavam o erudito do popular e tiveram tanta importância que influenciaram profundamente a obra de Tom Jobim - segundo ele mesmo.




 


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